A minha primeira meia-maratona

Abaixo vamos transcrever o relato de um amigo sobre sua estréia em Meias maratonas. Vale a pena conferir!

 

Por Fábio Maradei*

 

Para quem há menos de um ano estava sedentário, completar uma meia-maratona é uma vitória. Um vitorioso, foi assim que me senti ao cruzar a linha de chegada da 5ª Meia-Maratona A Tribuna-Praia Grande. Vibrei. E a satisfação de ver vários amigos comemorando o meu desempenho foi melhor ainda.

A participação na prova surgiu de um desafio feito pelo diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, sabendo que eu estava correndo e como assessor de imprensa do evento, desde a sua criação, seria legal essa vivência como atleta. Confesso que na hora fiquei com receio e tratei de treinar ainda mais. O que só fez bem à minha vida.

Neste domingo, antes da largada, recebi dicas e conselhos de muita gente. Até tentei seguir alguns, mas quando a buzina de largada toca, a adrenalina fala mais alto. Eu sabia que o ideal era começar mais tranquilo e subir de rendimento a partir da metade da prova.

Mas que nada. Até tentei me segurar, no entanto corri os 10 primeiros quilômetros mais fortes do que tinha planejado, passando em 48 minutos e 58 segundos (na 733ª posição geral). Tudo contribuiu: a vibração dos atletas ao seu redor, o clima e a motivação do público.

Ainda no começo da disputa, um lojista colocou o hino nacional para tocar bem alto. Foi uma iniciativa legal. Outros gritavam o tempo todo. E não posso esquecer das meninas do posto de hidratação no KM 6, incentivando a todos que pegavam água de forma bem animada.

Empolgado, segui bem e, ao chegarmos na praia, o visual ajudou. O pessoal em volta e vários amigos também. Muita gente ia conversando, se conhecendo, se ajudando. Muito legal. Até o KM 16, minha média estava para completar a prova em 1h45min, mas nesse ponto senti um pouco o cansaço e pensei: “Agora falta só cinco”.

O tempo oficial foi 1h47min25s (749º colocado no geral). Minha meta era fazer abaixo de 1h50min. Um motivo a mais para comemorar. Acredito que para a maioria que estava ali, a colocação não importou muito. A marca pessoal sim. Porém o principal foi mesmo completar a prova. Pelo menos para mim foi um momento para se guardar para sempre. E isso foi só o começo. Ano que vem espero aproveitar essa prova novamente.

 

Em tempo, como já ouvi muitas e muitas vezes, a corrida é o esporte mais democrático que existe mesmo. Basta um par de tênis (e isso é importante ter um adequado) e sair para treinar. Qualquer lugar é viável. Ainda mais em Santos onde temos a nossa orla marítima maravilhosa, tudo plano e ainda os morros. Por experiência própria. Vale a pena correr. Quem ainda não tentou, é só começar com calma, que os resultados aparecerão. Em tudo, no seu corpo, na sua mente, até mesmo na sua profissão.

 

*Fábio Maradei, 39 anos, é jornalista e assessor das corridas organizadas pelo Sistema A Tribuna de Comunicação

 

 



Escrito por Marildo às 16h05
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Voltando a boa forma em breve!

Depois de algum tempo meio que desanimado, estou voltando com toda a força! Nem sei onde estou buscando motivação, mas posso dizer que iniciei com vontade uma nova luta para recuperar meu condicionamento físico.

Depois de uma leitura minuciosa no livro considerado ultrapassado (será?) do K. Cooper cheguei à conclusão que nesse mundo nada se cria tudo se copia (o Chacrinha tinha razão!) e sendo assim adaptei algumas planilhas dele para que eu possa no dia 23 de novembro não fazer um novo fiasco na Prova dos 10 km Samsung. Para completar a história, minha filha Patrícia está toda motivada para correr os 8 km ATRIBUNA e resolveu me contratar como “Personal Training” para treinar a noite com ela. Estamos tentando motivar a Wilma para que ela faça companhia a Patrícia na Prova já que nesse evento só correm mulheres. Para que vocês tenham uma noção da pressão positiva pelo qual estou passando, ontem mesmo tendo treinado pela manhã 12 km ainda fui intimado a comparecer na musculação durante a noite (ia só fazer companhia mais acabei treinando também!). Bem, mas por incrível que possa parecer, hoje estou me sentindo muito bem e disposto a correr inclusive a noite com ela e quem sabe com a Wilma. Vamos ver!

Preparei uma planilha de treinamentos para mim e para a Patrícia e vamos seguir a risca os treinos. As dificuldades com certeza vão surgir, mas dessa vez não desistiremos. Vamos mutuamente nos ajudar.

Sábado (25/10) fui treinar e encontrei amigos como a Beth e o João Paulo que me deram uma grande força. No domingo (26/10) apareceram para treinar os amigos Edson, Dinho e João Paulo e debaixo de um forte sol percorremos um bom trecho da orla. Encontramos ainda durante o percurso diversos amigos entre os quais, Seo Miguel, pai da Luciane que já voltou a treinar superando problemas na coluna que o impediram de correr as últimas provas do Campeonato Santista. Foi muito bacana saber que ele já está recuperado e voltando a sua antiga forma. Encontrei ainda os amigos Vinicius e Gaúcho (estavam com o uniforme da Equipe!) que se mostraram bastante motivados para participarem das Provas que estamos sugerindo para o mês de novembro (Mane e a Samsung). Ontem foi feriado para nós servidores públicos e voltei aos treinos. Mandei ver 12 km pela orla da praia. O calor novamente me incomodou mais, deu para realizar o que inicialmente havia previsto fazer. Meta concluída. Havia previsto rodar 32 km em 3 dias e rodei 31 km.

Agora vamos à programação da semana: Hoje terça feira 6.420m (10 voltas) no circuito da Praça do Rebouças, amanhã musculação, quinta feira 9.088m (14 voltas + 100m) também no Rebouças, com descanso na sexta feira. Sábado e domingo vamos de 12 km por dia na orla da praia.

Consegui contatar uma agência de Transportes que aluga veículos (http://www.agmtransportes.com.br) e o preço para saída de Santos de um único local a ser definido com ida até Guaratinguetá (Prova do Bar do Mané - http://provabardomane.vilabol.uol.com.br ) e volta de uma Van com 15 lugares com DVD e Ar condicionado é de R$ 600,00 o que daria em torno de R$ 40,00 por pessoa. Já para São Paulo para a Prova da Samsung (http://www.corpore.org.br) também com saída de um único local o preço seria de R$ 300,00 o que daria em torno de R$ 20,00 para cada um. Preciso dar uma resposta no máximo até o dia 10/11 para que possa ser feita a reserva do veículo, sendo assim vou aguardar manifestação do pessoal de Santos a respeito.

 

Abraços

Marildo Nascimento



Escrito por Marildo às 11h15
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Vamos voltar à luta! E com força total!

Ainda estou no aguardo de manifestações a respeito de amigos pertencente a nossa Equipe e que vão correr no dia 16 e 23 de novembro as Provas do Mané e da Corprore-Sansung, entretanto, depois de minha participação na Meia do Rio de Janeiro por razões de trabalho e mesmo de saúde dei aquela parada total...

No primeiro caso o stress está grande afinal trabalhamos por metas e tudo deve se encerrar no dia 10 de novembro e sendo assim, o bicho está pegando! No segundo caso, inexplicavelmente ou será que tem explicação (?), tenho sentindo muito cansaço e isso faz com que eu não tenha treinado. Bem, mas cabe algumas considerações: 1) Acordo todo dia as 5he20m para vir trabalhar em SP e a viajem apesar de confortável em ônibus fretado, sempre é desgastante. A volta se dá por volta das 17h e 30m, mas, todos esses dias tem havido problemas na estrada do tipo carreta tombada, batida entre carros, chuva e etc... Que fazem com que eu chegue em casa perto das 8h. Isso é muito cansativo! Cadê vontade para colocar o tênis e o short para sair para correr?

Bem, mas nada disso deve ser motivo para meu desânimo. Tenho de prosseguir e nada como elaborar um belo treinamento para o mês! (24/10 até 20/11)

Vamos começar mandando ver neste fim de semana prolongado (segunda é feriado – dia do funcionário público antecipado) e sendo assim não tem desculpas.

Sábado pela manhã (8horas) vamos de 10 km sem forçar muito, percurso misto asfalto e areia – orla da praia com saída do canal 7 até o antigo boliche (Gonzaga) e volta. (tempo previsto de treino 1h)

Domingo pela manhã vamos de novo mesma hora e mesmo percurso

Segunda uma esticada mais forte com saída às 8 horas do canal 7 e ida até o canal 1 com volta tranqüila até o canal 7 num total de 12 km aproximadamente. (tempo previsto 1h e 15m)

Quem quiser aparecer para fazer companhia será bem vindo!

Feito isso, vamos elaborar treinos posteriores até o dia 20/11 data final dos treinos para os 10 km Corprore-Sansung (23/11).

Para falar a verdade estou meio que desanimado para ir na Prova do Mané, acho mesmo que só vou me inscrever na da Corpore. Mas se o pessoal da Equipe se animar posso até arriscar! Ainda não consegui contatar ninguém que pudesse fazer o translado por meio de uma Van, mas estou ainda procurando! Em breve darei noticias a respeito! Falei com o Edson e ele me disse que para a Prova de São Paulo existem três vagas no seu carro, sendo assim o pessoal de Santos que estiver com dificuldade no deslocamento é só falar que eu transmito, uma vez que estou em contato com ele todo dia no fretado. E o pessoal de São Paulo da Equipe tem que se animar...  afinal agora a corrida é na casa deles e o pessoal de Santos precisa ser bem recepcionado aqui na Capital.

Estou aguardando contato do Léo (ex RJ) que ainda não me respondeu aos insistentes e-mails, para podermos combinar aquele almoço aqui na Capital. Espero que esteja tudo bem com ele e que já esteja totalmente instalado!

Um bom fim de semana com treinos para toda a rapaziada.

Abaixo foto da ultima Corpore-Sansung

Abraços

Marildo Nascimento



Escrito por Marildo às 15h36
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Rio de Janeiro visto pelos olhos de uma mineira!

Recebi um e-mail hoje da amiga Lana Gomes e entendo que sua aventura cabe aqui nesse espaço coletivo para que todos possam sentir e experimentar um pouco da sua experiência na Meia do Rio de Janeiro. Valeu Lana! Este espaço esta disponível não só para você como para qualquer amigo que goste de correr e de contar suas aventuras.

"Assim como você fui para a Meia do Rio, com muito entusiasmo, mas sem treinamento nenhum. Tinha em minha mente que o tempo máximo de 3 horas me permitiria concluir a prova e receber minha medalha.

Ao contrário de você, li muito sobre a prova. Não sei se isso me ajudou ou não. Foquei na dificuldade da subida da Niemeyer e chegando lá, vi que essa subida em nada se compara aos morros que estou acostumada a correr em Belo Horizonte.

Até Ipanema me senti capaz.

Mas quando chegou Copacabana e o sol junto, meu martírio teve início.

Sabe que nesse trecho eu tive a impressão de ouvir seu nome?

Veio o túnel e minhas pernas, meus pés, já não tinham ânimo pra nada.

O jeito foi caminhar e correr. Mais caminhar do que correr. Nesses momentos aproveitei para tirar fotos. Minhas, das pessoas, da paisagem. E foi assim que cheguei no Aterro.

Constatei que a maior dificuldade da prova não estava na Niemeyer e sim no tal do retorno. Que lonjura o km 18...

Ver todos chegando e você ainda nem alcançou a curva, é uma sensação muito esquisita.

Mesmo assim terminei a prova, da mesma forma como comecei, com lágrimas; não de dores, mas de muita emoção. Completei a prova em 2:26 min.

Você tem toda razão quando disse que não devemos correr sem treinar. Isso me martelou a prova inteira. Cada parada eu me culpava por não ter feito sequer um “longo” de 10 km.

Mesmo com toda essa agonia, fiquei tentada a correr uma Maratona. De preferência no Rio de Janeiro."

 

Nota: adoro ler seu blog. ele é fonte de inspiração e referência prá mim. 

Grande abraço - Lana Gomes - MG.

 

 

 

 



Escrito por Marildo às 15h59
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Não vamos nos dispersar!

Atenção moçada da Equipe “Matungo, Pangaré e Amigos” existe duas corridas que estão com as suas inscrições abertas e que valem a pena participar.

Uma é a do “Bar do Mané” em Guaratinguetá no dia 16 de novembro com inscrições abertas (R$25,00) até o dia 11 de novembro ou quando encerrarem as vagas (600)

 

        

 

e a outra é a do Circuito Corpore "10Km Sansung" no dia 23 de novembro com inscrições abertas e limitadas, no valor de R$ 40,00 para não sócios Corpore.

Ambas as inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet,  são muito concorridas e portanto valem à pena participar!

Abaixo o mapa do percurso da Sansung 2008:

 

 

e de como chegar na do Bar do Mané:

 

Vamos combinar e  inscrever a Equipe em pelo menos uma delas!

Um grande abraço

Marildo Nascimento

 

 



Escrito por Marildo às 10h27
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Atletas de qualquer idade e nível físico precisam de Alongamento

As esticadas diminuem o risco de lesões e melhoram a performance

Antes de ser um exercício que rende os contorcionismos mais improváveis, o alongamento é essencial no seu dia-a-dia: seja quando você estica o braço para pegar um copo no armário ou vira o pescoço para trás, manobrando o carro. Cada atividade física pede um nível de flexibilidade: não dá para fazer ginástica olímpica, para usar um exemplo exagerado, com o alongamento de quem nunca amarrou o tênis sem dar uma agachadinha.

Por mais que seja difícil e até dolorido no começo, você precisa respirar fundo e começar cada treino com uma boa série de alongamento. A respiração, aliás, é um ótimo segredo: primeiro alongue. E, na seqüência, solte o ar lentamente. Você vai perceber que os músculos vão ceder mais um pouco.

Essa intensidade também tende a aumentar à medida que os exercícios forem repetidos. Não a ponto de alcançar o nível de uma ginasta, mas o suficiente para que sua prática esportiva se desenvolva sem o risco e lesões ou cãibras (causadas por uma contração involuntária dos músculos e gravadas pela falta de alongamento).

Mas é preciso ir com calma. A sua flexibilidade não vai mudar do dia para a noite e forçar demais pode, simplesmente, romper algumas fibras. O que isso significa? Uma dor insuportável e dias (ou meses, em algumas situações) sem treinar para recuperação.

Seis (6) motivos para Alongar antes e depois do Treino.

1. Você ganha flexibilidade e passa a realizar os movimentos com menos esforço.

2. A musculatura é fortalecida, diminuindo o risco de lesões.

3. Alongar também consome calorias.

4. Com o alongamento, sua consciência corporal aumenta e as tensões pelo mau uso dos músculos ou pela postura inadequada, tendem a desaparecer.

5. O alongamento contínuo melhora a força, a agilidade e a velocidade dos exercícios.

6. A amplitude dos seus movimentos aumenta.

 

Texto enviado por João Paulo S. Lopes

 



Escrito por Marildo às 09h54
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Acerte a Postura para Correr sem Dor

Encaixe os passos, preservando seu corpo contra as lesões e o cansaço exagerado.

 

Os atletas profissionais preocupam-se com ela do início ao fim do treino, não importa o nível de cansaço a que estejam submetidos. Uma boa postura é segredo para correr bem e com segurança. Isso porque, além de provocar ou agravar lesões, o encaixe desorganizado dos músculos e do esqueleto consome mais energia do seu corpo.

Normalmente, entretanto, a postura incorreta durante a corrida tem causas anteriores a pratica esportiva. A atividade física, nesse caso, pode até piorar alguns problemas (se não houver orientação profissional adequada). Quem sente algum tipo de dor, precisa consultar um ortopedista ou um fisioterapeuta antes de começar a correr.

Mas, encontrando um treino que respeite suas limitações, aproveite. O esporte aumenta o tônus e o alongamento muscular, aliviando a sobrecarga de peso em algumas regiões do corpo um abdômen flácido, por exemplo, força demais a coluna.

Importante: Nunca deixe de fazer alongamentos. Eles aumentam a amplitude dos seus movimentos, evitando cãibras e lesões. Sentindo necessidade, caminhe um pouco antes de correr. A postura e os movimentos são os mesmos da corrida, mas em velocidade mais lenta. Por isso, andar melhora a coordenação motora e percepção do espaço (ajudando você a correr numa linha reta, por exemplo, sem precisar ficar olhando para o chão).

Raio-X do Corredor: No movimento do trote ou da corrida, o cotovelo deve formar um ângulo de 90º entre braço e antebraço. As costas permanecem eretas, com o tronco levemente curvado para frente. O olhar também deve se fixar à frente, mantendo o pescoço relaxado. O movimento dos braços ajuda no equilíbrio e na coordenação das passadas de forma cadenciada. Os joelhos elevam-se a media altura, empurrando os pés à frente (pés e braços combinam-se de forma alternada: pé direito acompanha braço esquerdo e vice-versa).

 

Texto enviado por João Paulo S. Lopes



Escrito por Marildo às 09h52
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Rio de Janeiro... Cidade Maravilhosa cheia de encantos mil!

Depois de três dias vivendo na cidade do Rio de Janeiro não me canso de pensar em como seria viver a vida toda por lá!

Bem, é preciso cuidado com as palavras para que eu não possa ser mal interpretado, entretanto depois de muito pensar cheguei à conclusão de que se eu morresse hoje, gostaria de voltar em outra vida como carioca... De preferência da gema! Talvez sambista ou jogador de futebol.

Quem disser que a violência estraga tudo, pode estar mentindo... Uma vez que nesse período em que fiquei lá, não vi nada que fosse diferente da situação existente por aqui, em Salvador, em Brasília ou nas outras grandes cidades do Brasil. Parece que as coisas ganham uma proporção maior por se tratar do paraíso e pensando assim talvez o pessoal tenha razão. ”Ao paraíso nenhum tipo de violência é permitido!”

Mas vamos ao que interessa... Minha saga pela cidade do Rio de Janeiro.

Quando resolvi correr a Meia Maratona do Rio de Janeiro nunca poderia imaginar o quanto eu me divertiria e aproveitaria o passeio. Resolvi ir para a cidade maravilhosa acompanhado de minha mulher (Wilma) e de minha filha (Mariana). E assim foi, partimos no sábado dia 11/10 pela manhã, pensando em como seria esse bate volta e com muitas expectativas com relação à prova que aconteceria no domingo. A viagem foi tranqüila (fui de carro) afinal a estrada Dutra estava um tapete, entretanto ao chegarmos à Serra das Araras havia tido uma colisão que engarrafou todo o trânsito por pelo menos 1 hora. Pode parecer desagradável ficar em uma estrada por tanto tempo, mas não no Rio de Janeiro, onde as pessoas descem de seus carros e ficam batendo aquele papo sem nenhum tipo de stress por estar acontecendo aquilo. Logo fui tranqüilizado pelos amigos recém feitos no local de que daquela serra ao local da retirada dos kits seria uma moleza e que faria esse trajeto em menos de 1 hora o que faria com que eu retirasse o chip, o número da inscrição e a camiseta em tempo hábil. Isso realmente aconteceu! Entrei pela Av. Brasil e minha chegada no MAM foi muito fácil com placas de indicação muito bem localizadas. Ao chegar ao local liguei para o amigo Ricardo que havia combinado de almoçarmos juntos para nos conhecermos e ele de imediato se prontificou a ir ao local onde estávamos para nos encontrar e nos levar ao restaurante Catete Grill. Depois de algum tempo já retirado o Kit o Ricardo apareceu junto com um amigo de nome Léo. Tanto o Ricardo como o Léo foram bastante divertidos e tiveram a devida paciência comigo no que se refere ao trânsito (estranhei um pouco... achei meio agressivo!) uma vez que estou meio que superado ao volante conforme avaliação familiar... rsrsrs. A chegada ao restaurante foi fácil e rápida. No restaurante encontramos outro amigo do Ricardo, o Paulo que também se mostrou bastante simpático e divertido, fazendo com que eu e minha família nos sentíssemos como se estivéssemos em casa. Valeu pessoal! Vocês foram 10. O Ricardo em especial foi muito bacana me dando dicas de como fazer para que eu pudesse ir para a prova sem problemas. Ficamos por várias horas jogando papo fora e conversando sobre corridas de São Paulo e do Rio. Senti-me verdadeiramente entre amigos e para falar a verdade nem parecia que havia conhecido esse pessoal à tão pouco tempo. Encontrei também uma rapaziada de Santos no restaurante. Rolou aquele papo de boa sorte e boa prova com a rapaziada que treina sempre pela orla da praia.

Após o almoço combinamos de nos encontrar no domingo antes da largada da prova em local apropriado em São Conrado. Mas apesar de muito fácil o acesso a aquele local o número de pessoas era muito grande e infelizmente não nos encontramos na largada. Somente às 16 horas é que fui fazer o check in no hotel Olinda Othon Palace. A acomodação não me pareceu ideal, apesar de bastante cara para os serviços prestados, mas não era hora de reclamar e sim de aproveitar! Não posso deixar de contar ainda que no sábado a noite ainda tive de levar minha família para passear e jantar no Rio Shopping. Voltamos para o hotel depois das 23 horas. Dormi que nem uma pedra. Acordei às 5h e 30m super ansioso. Tomei um belo banho e me dirigi ao café, não sem antes acordar a rapaziada e combinar o local onde elas poderiam ficar para me fotografar e dar aquele apoio e seria bem em frente do hotel no km 10.

Café da manhã tomado cheio de frutas me dirigi a Rua Barata Ribeiro para pegar uma condução para São Conrado e mal me aproximei da rua já havia uma Van cheia gritando para que eu entrasse e que por R$2,00 me levariam sem problemas e meio sem pensar entrei e a ida foi bastante divertida com arranques e freadas constantes e o público quase todo de atletas amadores de tudo que é local... tinha gente da Bahia, de São Paulo, de Fortaleza... acho que a miscigenação ali era total! Chegando ao local me coloquei na marca dos 6 minutos (pace) e aguardei a largada conversando muito com amigos que fiz no local de Fortaleza e de Salvador. As 9h e 15m foi dada a largada. Era uma multidão imensa...logo nos primeiros metros encontrei o casal Val e Net de Santos e em seguida um grupo também de Santos de uma Drogaria que foram muito simpáticos durante o tempo em que correram comigo. Fiquei correndo com a Net até o km 4 e em seguida acho que meu ritmo aumentou e me perdi dela na multidão. A vista na Av. Niemeyer é uma das coisas mais linda que eu já vi. Acho que aquela imagem vai ficar em minha mento para o resto da vida. Dava vontade de correr de costas só para ver aquela multidão toda saindo na prova. Bem o calor era de aproximadamente 24 graus. Na subida e descida da largada ainda existiam sombras mas quando entramos no Leblon e depois Ipanema o sol era escaldante...forte e castigava os mais fracos! Eu que deixei para ler o caderno de instruções só quando cheguei em casa entendi o porquê não se deve ir para uma corrida sem filtro solar. Minhas costas ardiam e meu rosto queimava ao sol de maneira que quanto mais água eu jogava mais calor eu sentia. Bebi muita água no percurso e tomei no km 7 um aditivo de nome VO2 que não me parecia fazer efeito. Sentia muito calor principalmente nas solas dos pés. Entretanto o pior ainda estava por acontecer... no km 9 comecei a sentir fortes dores na região abdominal. Não conseguia precisar se era do lado direito ou do esquerdo uma vez que a dor refletia no abdômen todo. Forcei minha chegada no km 10 onde deveriam estar minha filha e minha mulher, entretanto apesar delas estarem no local eu não consegui vê-las e nem elas a mim.

Prossegui com minha tortura até o meio do km 12 onde definitivamente entreguei os pontos e resolvi caminhar para ver se a dor passava. Passado algum tempo resolvi correr 4minutos e andar 2minutos. E assim foi até o km 15 quando realmente o sol me derrubou e já não sabia mais se era certo ou não prosseguir. Olhei para frente e era uma reta sem fim e o pior conseguia já ver na pista de cima o pessoal chegando além das tendas. Resolvi trotar bem devagar e procurar a tenda ACORUJA para ver se eu me distraia e com isso o tempo e os km passavam. Logo achei e vi que ela ficava um pouco distante da chegada e meu desanimo aumentou, pois havia combinado com o pessoal de dar um pulo na Tenda até para conhecer outros amigos que poderiam estar por lá. Entretanto prossegui, na virada lá pelo km 18 resolvi tomar o outro aditivo que havia levado para ver se me recuperaria e pelo menos os últimos kms eu corresse sem problemas. E assim foi...somente agüentei correr em torno de 1,5km, minhas pernas já não respondiam, sentia dor nos tendões e na bacia, meu joelho direito parecia chorar...Mas o compromisso de levar o chip para devolver-me fez continuar até o fim e quando vi estava chegando. Parecia uma miragem aquele portal que exalava água e que tinha um tapetinho azul...era o fim... Val ainda me chamou para mais uma foto que eu nem sei se foi tirada... pedi desculpas pois não conseguia raciocinar direito em razão da total entrega. O corpo estava ali, mas a alma de muito já havia subido aos céus. Como disse Barrichelo após a Prova do Japão: - “Fiz o que podia ser feito!”

Os vencedores no masculino foram: Marilson Gomes dos Santos com o tempo de 1:03:12s e no feminino: Maria Zeferina R. Baldaia com o tempo de 1:13:40s. Eu cheguei com o tempo de 2:30:58s.

Parece mentira... mas nunca me realizei tanto quanto nessa prova. Pela primeira vez tive orgulho da minha coragem e da minha força de vontade. Aprendi muito, principalmente que a teimosia é o início da burrice. Sendo assim aqui ficam alguns conselhos que não posso nunca mais esquecer:

1º Correr sem protetor solar e protetor labial é burrice

2º Nunca se meta a correr 21 km sem treinar adequadamente

3º Descanse antes da Prova e não viaje de carro para distâncias superiores a 200 km

4º Alimente-se corretamente antes e depois de qualquer evento e por último

5º Utilize todas as suas experiências vividas para não cometer mais erros     

Ao final da Prova encontrei os amigos Ricardo e Paulo e ambos estavam muito felizes e satisfeitos com seus tempos. Eu também estou muito contente afinal curti o Rio de Janeiro com a família e corri (!!)... duas das coisas que mais gosto de fazer nessa vida.

Almoçamos, eu minha mulher e minha filha no Maxim’s na Av. Atlântica e o filé a parmegiana estava para lá de bom.Na noite do domingo minha família ainda se divertiu muito assistindo ao desfile gay que aconteceu em Copacabana. Na volta, na segunda pela manhã, ainda passamos por Aparecida para aquela oração de agradecimento por tudo o que vem ocorrendo em nossas vidas, com chegada em Santos por volta das 18 horas.Valeu por todo o divertimento e por mais essa aventura!

 

 

 Foto 01 Eu na maior felicidade na largada da Meia Maratona.

Abraços

Marildo Nascimento



Escrito por Marildo às 15h34
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Fotos da Meia Maratona

Foto 01 - Vista da Cidade Maravilhosa! Faz parte do percurso da Meia Maratona.

Foto 02 - Amigos Ricardo, Leo e Paulo Massa reunidos em almoço de confraternização.

Foto 03 - Eu e Mariana na retirada do Kit no MAM (Museu de Arte Moderna)

Foto 04 - Amigos de Santos no apoio. (Caio e Lindolfo)

Foto 05 - Fernandinho Superação no Rio mandando ver!

                          

 Foto 07 - Casal Net e Val - amigos de verdade!

Foto 08 - Pessoal da Drogalar (Santos) participando da Meia do Rio.

Foto 09 - Eu na chegada...o corpo presente mais a alma já estava no céu faz tempo!

                      

Foto 10 -  Eu e a Wilma em Copacabana depois da Prova

      

 



Escrito por Marildo às 09h01
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SINDROME DE BARRICHELO

Há alguns dias minha cabeça encontra-se no estado de ebulição, pensando muito sobre diversos aspectos no que se refere a motivação, superação, condicionamento físico e resultados. Cheguei ao ponto de procurar e acabar comprando um livro sobre condicionamento físico do Kenneth Cooper, e lê-lo em poucas horas, tal minha condição de ansiedade e reflexão sobre o assunto!

Na semana retrasada, no sábado(27/09), durante um de meus treinos para a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro(12/10), chovia torrencialmente e eu naquele momento me questionava o quanto era feliz de estar alí vivendo uma situação que à vista de muitos seria de uma infantilidade absoluta. Correr debaixo de muita chuva sem qualquer preocupação com a saúde, segurança, ritmo, velocidade, tempo e etc... me fazia sentir o gosto de liberdade e autonomia à flor da pele.

Minha alegria e motivação era tanta e se exteriorizava a ponto de que diversas pessoas(outros loucos?) ao cruzarem comigo falavam coisas do tipo “que belo dia hein!” ou “beleza de treino garoto!”. Ria muito sozinho e pensava numa possível repreenção que sei não aconteceria mais na minha idade e mesmo porque minha mãe não estaria me esperando para esse possível pito. Voltei a ser criança por algum tempo e a sensação era algo que não consigo descrever. Pura molecagem!

No domingo(28/09), voltei a treinar só que desta vez na companhia de meu primo Dinho e para nossa surpresa no meio do nosso treino, já distantes do ponto inicial, a chuva (a primavera chegou!) voltou forte como no dia anterior e aí a brincadeira ficou completa. Riamos muito daquela situação e discutiamos sobre diversos assuntos relacionados a nossa futura participação em Meias e Maratonas no Brasil e no Exterior (sonho futuro!). Falamos sobre nossas idades no que se refere a resultados, treinamentos e ao final surgiu uma conclusão profunda da que sofriamos de uma patologia interessante que poderia ser diagnosticada em razão da analogia de “SINDROME DE BARRICHELO”       

                                                                         

Importante ressaltar que esta doença esta associada a um conjunto de determinados sintomas de causa totalmente desconhecida e que ainda não possui CID (código de identificação da doença). Veja se você possui alguns desses sintomas:

1)      Necessidade constante de estar junto de sua familia(apoio) quando inicia ou termina alguma prova;

2)      Vontade muito grande de estar durante os eventos entre amigos (amadores) e de verdadeiros corredores(profissionais);

3)      Tara por participar de todos os eventos (corrida de rua) existentes mesmo que seja de maneira contínua e ininterrupta(toda semana);

4)      Participar de maneira descompromissada com o tempo (pace) a ser obtido porem com muita disposição e alegria sempre achando que poderia ter sido melhor;

5)      Planejar treinamentos, anotar em planilhas e treinar constantemente mesmo sabendo que a evolução e melhora será demorada ou talvez nunca aconteça;

6)      Estar consciente de seus limites e nunca querer ultrapassá-los sem a segurança devida a fim de inibir possível mal estar físico durante a prova;

7)      Quebrar eventualmente em eventos(corrida de rua) em razão de excessiva ansiedade, porém sem desistir jamais e nunca se sentir derrotado em razão do apoio dos amigos;

8)      Fazer constante acompanhamento médico a fim de inibir surpresas desagradáveis e contusões e ainda propiciar longevidade na prática do exercício físico;

9)      Sentir prazer intenso na largada e na chegada (taquicardia) em qualquer tipo de prova e com qualquer resultado, sentindo-se novamente criança e ainda ter orgulho profundo da medalha de participação recebida e guardá-la em local especial;

10)  E por último, utilizar-se dos 9 itens acima para buscar saúde, qualidade de vida, fazer amigos, trocar experiências, além de propiciar turismo para a familia.

Se voce sente pelo menos 3 destes sintomas a coisa não é preocupante... mas se voce sente todos eles...você é um dos nossos. Fique tranquilo, desse mal ainda ninguém morreu! Entretanto é possível no meio de uma multidão identificar os contaminados somente pelo sorriso. O sindromico de Barrichelo ri muito e de qualquer coisa, não tem pressa para nada. Adora conversar e fazer amigos.A vida para ele é bela e vale a pena ser vivida! A felicidade existe e pode ser encontrada facilmente principalmente correndo! Basta querer e ele quer estar sempre correndo! Sempre!  Quando voce identificar algum aproxime-se e faça contato. Voce vai sentir que o sentimento da amizade existe e que o mundo pode realmente mudar por meio disso!

Um grande abraço

Marildo Nascimento



Escrito por Marildo às 12h04
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Porque Correr!

Correr dá barato, a ciência comprova.

Saiba por que, quem pratica diz que não consegue ficar sem o esporte.

 

O primeiro efeito é o orgulho de si mesmo, por vencer um desafio e conseguir realizar uma atividade que poucas pessoas conseguem. Mas o bem-estar trazido pela prática da corrida não pára no aumento da auto-estima. Tem reação química envolvida no processo, pode acreditar.

Aquele sentimento de euforia, relatado por alguns corredores que acabaram de finalizar o treino, é um dos sinais mais evidentes de que há alguma mudança química no cérebro de quem faz atividades aeróbias. A sensação tem até nome, dado pelos atletas americanos: runner´s high (algo como barato de corredor, em tradução livre).

Ela surge graças ao aumento da descarga de endorfina no sangue. Trata-se de um neurotransmissor naturalmente produzido pelo cérebro e liberado em situações de estresse, pra nos acalmar. Exames de tomografia comprovaram o que qualquer pessoa que já experimentou um pique mais forte é capaz de atestar. Mesmo depois do treino, as endorfinas permanecem agindo no sistema límbico e no lobo pré-frontal, áreas responsáveis pelo prazer e pelas emoções.

Atualmente, os especialistas dedicam-se a descobrir a atuação de outra substância, a anandamida. Enquanto a endorfina seria responsável pelo sentimento de euforia, a anandamida relaxaria o atleta, produzindo um efeito mais longo, capaz de durar várias horas após o exercício.

Tendo isso em vista, fica fácil compreender a irritação que assola os alunos quando são privados de praticar seu esporte. Acostumados à prática diária de atividades físicas saudáveis, eles podem apresentar quadros de ansiedade e até depressão.

 

 Texto enviado por João Paulo S. Lopes



Escrito por Marildo às 16h25
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